sábado, 7 de dezembro de 2013

A SAÚDE DO MARANHÃO

ricardomurad







EDITORIAL DO JORNAL PEQUENO
O blog fez algumas pequenas edições no editorial publicado hoje pelo Jornal Pequeno, para dar um tom humorístico, mas verdadeiro, sobre o que acontece com o Programa Saúde é Vida, prometido por Ricardo Murad e Roseana Sarney na eleição passada. Em negrito, estão as considerações do blog. No topo do site, dedicamos nosso espaço a aguardar o cumprimento do 4º prazo para entrega dos 72 hospitais prometidos.
PROCURA-SE UM SISTEMA DE SAÚDE
“Alguns argumentos se esgotam por si mesmo porque implicam em querer forçar a presença de situações inexistentes. A oposição insiste em procurar os avanços da saúde pública no Maranhão. Não há como desmentir o aumento da capacidade instalada do Sistema Estadual de Saúde. Importa muito se foram construídos 72 ou 29 hospitais. Há governos que não conseguem construir um. O que importa é que até então não existiam hospitais públicos no Maranhão. Não existia nem sequer um Sistema Estadual de Saúde. Importa também que esses hospitais funcionem e promovam de verdade a saúde da população. E que não sejam inaugurados e fechados dias depois, sem condições de funcionar.
No Maranhão ninguém pode reclamar. A oposição não tem o direito de reclamar também se os hospitais estão sendo construídos com 20 ou com 50 leitos. O que não se pode esquecer é que não existiam leitos hospitalares e que até antes desta gestão do secretário Ricardo Murad é provável que 90% dos pacientes do Maranhão não tinham nem onde deitar. Não se pode esquecer a falta de médicos, enfermeiros, de remédios e investimentos necessários ao funcionamento dos hospitais.
Maranhenses viviam o inferno da procissão de ambulâncias e carros de aluguel cortando o Maranhão de norte a sul com passageiros que não eram pacientes, eram vítimas dos tubarões da saúde semi-privatizada. Não tinham onde repousar, não sabiam que doença os agravava, não podiam tomar sequer uma injeção e menos ainda sonhar com uma intervenção cirúrgica. Infelizmente, muitos continuam vivenciando essa realidade em busca de atendimento em São Luís, Tersina e estados vizinhos.
Se já são 30 hospitais espalhados pelo Maranhão, senhores, uma terra em que posto médico era casa de assombração, sem contar as Upas, eles querem que acreditemos que estamos indo muito bem, obrigado.
Como frisou o deputado Alexandre Almeida, os hospitais construídos, reinaugurados, recuperados pelo secretário Ricardo Murad são o caminho para por fim à dependência do Maranhão de Teresina e de outras capitais. E podem, se já não estão, socorrer os Socorrões de São Luís entupidos até as válvulas de doentes importados. Digamos isso aos 70% dos atendimentos feitos nos Socorrões, que são provenientes do interior do estado.
Atacar o trabalho que hoje se desenvolve no Sistema Estadual de Saúde é surdez, é cegueira proposital, é uma prática política assentada no poder da mentira mil vezes repetida até que vire verdade. Afinal, quem pode discordar da família Sarney-Murad?
O maranhense não tinha onde se consultar, não tinha onde se internar, não tinha onde se operar. Agora, ele procura em qual cidade esses 30 hospitais estão realmente abertos e funcionando. É uma incógnita. Não adianta querer tapar o sol com a peneira. O argumento do deputado Alexandre Almeida quer ser irrefutável, mas escorrega na falta de apoio às cidades que recebem as obras dos hospitais. Sem hospitais, não  produtividade; sem produtividade não havia como captar recursos do SUS e a saúde do Maranhão secava ao sol da ausência de procedimentos. Essa triste realidade não foi mudada e nem está mudando. Continuamos aguardando, com fé.
Não se negue, pois, que a saúde pública por aqui foi, por muito tempo, usada na licenciosidade de gestores municipais e diretores de casas de saúde. Não se negue que por muito tempo a oportunidade de uma consulta dependeu da assinatura de um prefeito ou vereador. Hoje, ela depende também do canetão do secretário estadual, que escolhe politicamente onde, quando e por quem os hospitais serão construídos e dirigidos.
Essa é uma das realidades que não muda, mas não há como negar que ainda hoje a saúde é usada como moeda política no interior do estado, que existem ainda mandatos eletivos garantidos por hospitais no Maranhão. Essa novidade, da construção de uma verdadeira estrutura hospitalar pública está provocando o inconformismo de alguns. Mas é malhar em ferro frio. Ainda esperamos, de fato, um Sistema Estadual de Saúde no Maranhão.”

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